Publicado por Redação

Pequeno arbusto da Amazônia, o açacui é uma planta envolvida em diversas polêmicas. Isso decorre do fato de ser uma erva associada a um veneno mortal utilizado pelos indígenas, o chamado curare. Apesar disso, o vegetal possui propriedades benéficas na promoção de mais saúde para os que desejam consumir e também tem características ornamentais.

A planta também é conhecida por outros nomes, como: barrabás, leiteiro vermelho, figueirinha-roxa, caracasana, aiapana, maleiteira entre ouros. Pertencente à família das Euforbiáceas, é conhecida no mundo científico como Euphorbia cotinoides e tem sua origem apontada na América Central e na América do Sul.

Características da planta

Açacui é um arbusto de pequeno porte e que possui caules ramificados. A seiva encontrada nesta planta é lactescente, uma substância tóxica para a pele, olhos e sistema digestivos. Já a folhagem da erva é elíptica, possui uma cor que assemelha-se muito a um roxo, porém os cientistas afirmam ser um vermelho intenso. As flores, por sua vez, são pequenas e nascem na primavera, a cor é branco creme.

Açacui

Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Propriedades e benefícios do açacui

Uma das propriedades da planta é a ação purgativa que ela possui, sendo concentrada nas raízes do açacui. Já a substância leitosa que pode ser encontrada nas folhas desta erva, ao ser adicionada no mel, pode ser eficaz no tratamento de dores nos ossos, principalmente as que surgem no período noturno e acabam dificultando as posições para dormir.

Cuidados e efeitos colaterais desta erva

É preciso muita atenção ao manusear o açacui, isso porque o elemento leitoso que sai de suas folhas pode ser altamente prejudicial à saúde dos olhos, pele e do sistema digestivo.

Além disso, ao ser colocado em contato com a pele, o açacui pode causar irritações na mucosa, como dor, prurido, bolhas e queimações. Já quando os olhos ficam expostos à substância leitosa, pode haver casos de conjuntivite, uma inflamação nas córneas. Isso tudo sem contar com as lesões provocadas pela ingestão abusiva da planta, a exemplo de náuseas, edema de lábios, queimação e vômito.

Por estas razões, é recomendado que o paciente procure um médico especialista para o problema apresentado. Mesmo tratando-se de um elemento da natureza, nenhum medicamento deve ser administrado sem uma consulta prévia com um médico. Esta precaução evita complicações desnecessárias.

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